
DENY
Por Simone Saback
São poucas as palavras que posso usar para apresentar Deny Saback, sem que me torne redundante ou mesmo pretensiosa, tentando explicar a própria poesia.
Não se pode definir um poeta como se define o ser humano que o abriga. O poeta e formado por fragmentos da poesia que sua áurea absorve de tudo e de todos que o cercam, ainda que esse "tudo" não exista e estes "todos" nem estejam.
A magia dos versos flui... E o que não existe se cria, os que não estão retornam e os que nunca estiveram nascem.
Deny desenha com palavras precisas, o pefil dos muitos "eus" que a cercam e dos tantos outros que ela assume... O detalhe está na tinta cor-de-amor que utiliza.
Esse blog é a expansão da inspiração de sua alma poética, já demostrada em seu segundo livro "RETRATOS" e em "MESMO SANGUE", título do primeiro livro publicado juntamente com esta irmã de sangue, carne e poesia, que ama a todos os seus "eus" e que se orgulha de ser um deles.
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DENY
Por Marcelo Saback
Amara um dia como jamais alguém fizera...
Respeitara esses amores, se despira de pudores
para ser amante, ser sincera...
Imaginara certa vez um mundo no qual jamais alguém pensara
e surportara desse mundo o que ninguém, sequer, imaginara...
Respeitara nessa vida os amores que tivera
e o amado de cada dia não sabia o amor que era...
Já sofrera nessa terra por respeitar os semelhantes
e os irmãos, que eram falsos, não amavam seus amantes...
E se fez passar aqui, ser tão divina, tão ciente,
tão dotada de beleza, tão sozinha, tão carente...
Era aquele chamada romântica que o mundo não conhecera até então,
era imagem refletida de pureza, amante de suas próprias fraquezas...
Era a bela relidade da ilusão.
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DENY
Por Shirley Saback
Eu, mãe pecadora,
me confesso à Deny cheia de graças!
Dos olhares fechados,
das palavras abertas,
dos "nãos" em horas incertas.
e dos "sins" descompassados.
Eu, mãe sofredora,
me confesso à Deny cheia de graças!
Penitência aceito pelos pecados
e reconheço que juntas temos um traço.
Eu, mãe de Deny,
me confesso agora com alegria
e se não for por ela perdoada,
que interceda por mim... A poesia!
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DENY
Por Jorge Belo Lyra
Desde que, em 1922, um grupo de intelectuais se reuniu no Teatro Municipal de São Paulo para declarar guerra aos velhos conceitos de literatura, nascendo, desse movimento, a chamada poesia moderna sob a alegação de que a sensibilidade não deve ficar sujeita a medidas métricas e rimas poéticas, houve, através de licença concedida naquela ocasião, verdadeiros atentados contra a poesia.
Grandes mestres da poesia brasileira - Castro Alves, Raimundo Corrêa, Olavo Bilac, Augusto dos Anjos, Machado de Assis, Gonçalves Dias, dentre outros - que nos legaram obras primas que desafiam o tempo, todos elaborados dentro das técnicas tradicionais da métrica e da rima, foram vilipendiados em sua arte nobre, pelo aparecimento de poetas de todo tipo que, partindo do falso conceito que poesia é juntar palavras, acicatam-nos com verdadeiras monstruosidades que chamam de poesia.
Dentro desse quadro real e palpável, que a sensibilidade que existe em cada um de nós, leitores, não pude deixar de mencionar porque, desde 1922, temos sido atacados por centenas de falsos poetas que nos impingem uma obra medíocre, sem consistência, sem beleza, porém tem surgido, é forçoso dizer, algumas exceções como Manoel Bandeira - um poeta clássico que também fez poesias modernas - Calos Drumond de Andrade e Cora Coralina... Todos pairando acima da mediocridade que marca, no genérico, a chamada poesia moderna.
Apesar de nossa crítica férrea contra os poetas modernos, não podemos deixar de reconhecer que Deny Saback pode constituir-se como uma das raras exceções da poesia moderna, já que os versos que faz - embora livres, sem métrica, sem rimas - tem conteúdo, sensibilidade, mensagem, profundidade... Tudo o que falta, enfim, a esses "amontoadores" de palavras que se intitulam poetas modernos.
Apesar de fazer poesia moderna, para mim acostumado apenas aos clássicos e a ver nesse tipo de literatura apenas uma fuga à métrica e à rima, não preciso ser pescador para distinguir pérola entre as ostras desse tipo de poesia.
Garimpeiro velho de literatura e um radical em matéria de poesia moderna, que não aceito, faço exceção a Deny Saback e confesso que Deny produz pérolas em suas poesias pelo seu conteúdo, sensibilidade, pela maneira de apresentar seus pensamentos...
Que "Retratos", seu segundo livro, seja apenas um ensaio do vôo que Deny tem condições de alcançar em forma de poesia.
Que a poetisa, se nos ler, nos perdoe o vinho da verdade que se avinagra quando é escrito sem sinceridade, mas se adocica com o carinho dos meus propósitos e, principalmente, por considerá-la tal como considero Manoel Bandeira, Carlos Drumond de Andrade e Cora Coralina, como exceções, raras exceções nesse mar de mediocridade que se chama poesia moderna.
Deny Saback é, para mim, exceção e como tal a respeito e incentivo a prosseguir... Que esse velho garimpeiro venha a encontrá-la novamente um dia e quem sabe ainda leia versos clássicos dela? Condições, talento e sensibilidade não lhe faltam para tal.
(Jorge Belo Lyra - jornalista, advogado, escritor, publicitário - Goiânia, 28 de junho de 1985)
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Deny
Por Mari Magalhães.
Ler foi a minha primeira grande paixão... Aos cinco, seis anos de idade... Sempre admirei quem consegue falar diretamente ao coração das pessoas através das letras...
Conheci a poesia de Deny Saback há 27 anos e me apaixonei perdidamente... Deny conseguia, de alguma forma, expressar o que eu sentia, o que eu vivia, o que meu coração gritava em silêncio... Conheci a Poetisa um ano depois e tive por ela uma profunda admiração.
Como atriz, tive o privilégio de participar do lançamento do seu segundo livro - Retratos - transformado em um show Litero-Musical misturando música, poesia, diversão, prazer... Com Marcelo Saback e Simone Saback, Cássia Eller, Cyrano Rosalén entre tantos outros. Quanta saudade! Só mesmo a Deny para transformar um "mero" lançamento de livro em um belíssimo show.
Quando as cortinas do palco se fecham e as luzes do teatro se apagam, cada um segue o seu rumo e a vida, muitas vezes, nos distância... Nessa caminhada, me perdi de Deny.
Entre "idas e vindas", reencontrei Deny Saback a amiga por quem sinto um amor imenso e, ainda hoje, continuo perdidamente apaixonada por suas poesias que, "misteriosamente", continuam expressando o que vivo, o que sinto, o que meu coração não consegue "falar" e, obviamente, permanece a admiração profunda pela escritora talentosa.
Hoje, a conhecendo melhor, posso dizer mais... Amo, admiro e sou apaixonada por sua sensibilidade e por seu talento, pela grandeza de seu caráter, pela pureza de seus sentimentos, pela beleza da sua amizade... Por esse grande ser humano chamado DENY SABACK.
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